Acabamento de cera e a reedição de A Inveja de Baco

Pensando um pouco menos no aspecto técnico e um pouco mais no artístico, resolvi trazer, da minha última viagem, uma cera especial para dar um acabamento mais refinado às garrafas. A cera que trouxe é essa Bottle Seal Wax Beads, na cor “Burgundy”.
Bottle Seal Wax Beads

Como teste, usei nada menos do que uma reedição da famosa e premiada A Inveja de Baco (Primeiro lugar na categoria “Strong Ales” no concurso 2007 Brewer’s Cup, Indiana State Fair, Indiana, EUA, e primeiro lugar no Estilo Livre do II Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, promovido pela ACervA Carioca, também em 2007).

Fiz o teste com a ajuda da Duda (Eduarda Dardeau – Female Carioca). Derretemos um punhado da cera em um pequena forma e mergulhamos cuidadosamente a garrafa na cera. A cera não pode estar nem muito quente (senão a capa de cera fica muito rala) nem muito fria. O que fizemos com sucesso foi retirar do fogo e aguardar alguns segundos antes de mergulhar a garrafa e depois giramos um pouco a garrafa para a cera grudar uniformemente (ou quase) na tampa e na ponta da garrafa.

Mergulhando a garrafa na cera

Fizemos isso com umas 18 garrafas, que foi o que sobrou da leva feita em abril deste ano. A cera parece um tanto emborrachada, meio elástica, o que é muito bacana; não é tão quebradiça como outras que vi. Pelo menos por enquanto. Pode ser que fique quebradiça com o tempo. Veremos.

Garrafas de A Inveja de Baco com a cera

Da próxima vez acho que vou procurar um recipiente um pouco mais profundo para a cera cobrir um pouco mais a garrafa, mas assim já ficou muito bacana. Há várias outras cores de cera, mas escolhi essa porque é bastante apropriada para uma cerveja estilo “barley wine”. Agora que vi que deu certo, posso procurar outras cores para outros tipos de cerveja.

Exibindo as garrafas

É a primeira vez que tento refazer essa cerveja. Acho que tinha receio de errar a mão e ela perder o charme. Mas fiquei feliz de tentar de novo. Mudei um pouco a receita, diminuindo a variedade de maltes e acrescentando acúcar, e, além disso, a panela de brassagem ficou muito cheia e o mosto acabou ficando muito “grosso”, com pouca água para muito malte. Isso fez com que o mosto ficasse menos fermentável. O resultado foi uma cerveja menos seca que a original. Também ficou com menos teor alcoólico (9,2% ao invés de 10%) e um pouco menos complexa, mas ainda assim deliciosa. Já pretendo refazê-la novamente em breve já que a reedição ficou tão gostosa e fez muito sucesso e já está quase no fim.

Para caprichar, também fiz um novo rótulo:

Rótulo A Inveja de Baco